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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Morena de Angola



Como a boa nerd que sou, tô de cara pro computador enquanto o último dia de 2010 passa... Mas como minha mãe se recusa a ter filhas nerds, já veio me mandar tomar banho e me vestir bem, usar calcinha nova, passar perfume, maquiagem, e todos os pendurucalhos para ver mais um ano passar. Então, deixo aqui registradas minhas felicitações a vocês, meus lindos, apesar de isso ser chato (segundo Maria, no orkut).

E minha mensagem será uma das minhas músicas favoritas, do Chico Buarque, Morena de Angola. Viver sacodindo o chocalho será uma das minhas metas em 2011. Junto com entrar na academia, arranjar um namorado, tocar um instrumento, escrever meu livro, passar num concurso público...


Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela

Será que a morena cochila escutando o cochicho do chocalho
Será que desperta gingando e já sai chocalhando pro trabalho

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Será que ela tá na cozinha guisando a galinha à cabidela
Será que esqueceu da galinha e ficou batucando na panela

Será que no meio da mata, na moita, a morena inda chocalha
Será que ela não fica afoita pra dançar na chama da batalha

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Passando pelo regimento ela faz requebrar a sentinela

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela

Será que quando vai pra cama a morena se esquece dos chocalhos
Será que namora fazendo bochincho com seus penduricalhos

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Será que ela tá caprichando no peixe que eu trouxe de Benguela
Será que tá no remelexo e abandonou meu peixe na tigela

Será que quando fica choca põe de quarentena o seu chocalho
Será que depois ela bota a canela no nicho do pirralho

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Eu acho que deixei um cacho do meu coração na Catumbela

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Morena, bichinha danada, minha camarada do MPLA

Bom ano novo procês! :D

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A Pimenta


A pimenta possui um sistema de recompensa. Agora entendo porque tem gente que gosta do ardor que ela provoca. A pimenta, ao ser consumida, libera endorfina, o hormônio da felicidade, para inibir a sensação de ardência. Meio que funciona como uma droga, ou a lei da equivalencia: você aceita passar por algo ruim (no caso o ardor) e ganha algo em troca por isso (a sensação de relaxamento e prazer). Suponho que tudo na vida possua uma relação de troca. Será? Tudo que a gente faz tem uma reação contrária? Quando é algo bom gera algo ruim, e vice-versa.

Se formos seguir essa teoria poderemos achar exemplos que fazem sentido. Como quando você faz sexo sem camisinha e fica grávida, ou come coisas que não gosta pra não sentir-se mal, ou faz ginastica pra ficar magro (apesar de alguns - tolos - gostarem de ginastica), ou come muito e fica gordo, ou bebe e fica loucão (a parte ruim ai varia de pessoa pra pessoa) e acorda com uma ressaca braba, ou quando usa drogas e fica viciado, ou quando faz coisas boas pra ir pro céu.

Soa meio pessimista isso né? Ou simplista, metódico. A vida ficaria bem fácil se seguirmos essa teoria. Se eu soubesse que cada coisa boa e gostosa que eu fizesse resultaria numa coisa ruim de igual ou maior proporção, eu jamais as faria. Viveria fazendo coisas autruístas e ruins para mim esperando a recompensa do acaso. Não parece justo viver assim. Não que as pessoas devam só pensar em si, mas elas devem pensar em si.

Hum, espero que o mundo não tenha essa coisa de troca equivalente.
Se tiver, eu tô ferrada!

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Inspirada na nova campanha da Chilli Beans.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

[Pensamentos soltos] Orgulho de ser humano

Certo dia na ilha - certo dia não, faz bastante tempo - estava eu lá com meu pai e o irmão de sua ex-esposa vendo uns vídeos engraçados e intensos no notebook dele, quando ele colocou um vídeo de um tigre numa jaula de um zoo qualquer.
Nesse vídeo desse tigre nesse zoo qualquer, aconteceu um acidente. Uma mulher (idiota) quiz fazer carinho no tigre e ele a abocanhou, lógico. Afinal, tigres comem carne! Pois é, ele a pegou pela perna e não lergou mais. Eles tentaram tirá-la de várias formas, fizeram alavancas na boca dele, deram sedativos pra ele, mas o bicho não largou... Bicho escroto, rs. O jeito era matar, né!? Pois foi o que fizeram, mataram. O que, pra mim, é um absurdo. O tigre já estava lá enjaulado, atormentado e sofrido, ainda tem que aguentar uma mulher ridícula querendo fazer carinho na cabeça dele? Pô, ele só seguiu seus instintos, se guiou pela sua natureza.
Quando expressei essa minha indignação ao meu pai ele me perguntou exasperado: "e então era pra fazer o que? deixar a mulher morrer?" e eu ia dizer "é", com cara de obviedade, mas me calei e fiquei pensando... porque nós valemos mais que eles? Porque podemos enjaulá-los e exibi-los para nossa diversão? Porque podemos cria-los aos bandos, marcá-los, matá-los, vende-los, vesti-los e come-los? O que eles ganham além do sofrimento e morte? Porque nós somos tão covardes e achamos que temos esse direito? Isso é ser humano!?
Poxa, eu não quero ser humana... Talvez o conceito de humanidade não nos pertença mais, talvez o homem só consiga ser humano se assemelhando aos animais...

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Desabafo. Tô cheia de ódio e nojo do mundo hoje! E ontem... e tal.

domingo, 11 de julho de 2010

Pensamentos soltos - "Urubuservando" Caninos

Bom, segundo a série True Blood, os incisivos laterais viraram caninos...

Tudo muda no mundo né!? Conde Drácula deve tá se revirando no caixão agora, rs.

Eu heim...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

(repost) Pensamentos soltos...

Será que alguém lembra disso!?


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Paguei R$ 12,00 para ser furada.
Certas coisas deviam ser de graça... ^^

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Pois já ouvi falar que esse é o prelúdio do fim...

Pelo menos esse furo daí eu fiz de graça xD
E lutemos contra o capitalismo, hohoho!!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

ENECOM Paraíba 2010!

NÃO VOU!!!
:/
Que massa...

terça-feira, 9 de junho de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Pensamentos soltos

Tava na casa de meu pai na sexta com meu irmão caçula, o Sérginho. Como diz a Chal, ele é um "menino esperto", rsrs...
Eu estava lá com ele, quando me ocorreu que ele poderia gostar do conto do Chico Buarque que tá ai embaixo, o Chapeuzinho Amarelo.
Ele estava meio impaciente, querendo jogar no Playstation, mas quando eu comecei a ler ele ficou quieto, ouvindo, e fazendo perguntas, comentando cada fala...
Foi uma experiência ótima. No final ele pediu pra imprimir, rsrs...
Depois ele voltou a encher o saco e eu obriguei-o a fazer o dever de casa. Acho que vou arrumar mais umas histórias dessas pra acalmar meu incrível e criativo irmão caçula. Alguém tem uma dica!?

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Ps.: Comecei a dieta do abacaxi. Depois explico direito, hehe...
Pps.: Espero que a Tamara leia essa postagem. Ela virou professora de criancinhas e faz os pobrezinhos ouvirem "vai buscar Dalila ligeiro"... Aff...

terça-feira, 7 de abril de 2009

[Projeto Democratização da Leitura] Gota D'agua - Chico Buarque

Curtam comigo uma fala de Joana, em Gota D'água, de Chico Buarque e Paulo Pontes (1975). Joana fora abandonada pelo amante Jasão, após o sucesso do samba "Gota d'água". A fala é proferida quando Joana fica sabendo que Jasão vai se casar com a filha de Creonte, o explorador da Vila do Meio-Dia, onde mora Joana.

Joana
Pois bem, você
vai escutar as contas que eu vou lhe fazer:
te conheci moleque, frouxo, perna bamba,
barba rala, calça larga, bolso sem fundo
Não sabia nada de mulher nem de samba
e tinha um puto dum medo de olhar pro mundo
As marcas do homem, uma a uma, Jasão,
tu tirou todas de mim. O primeiro prato,
o primeiro aplauso, a primeira inspiração,
a primeira gravata, o primeiro sapato
de duas cores, lembra? O primeiro cigarro,
a primeira bebedeira, o primeiro filho,
o primeiro violão, o primeiro sarro,
o primeiro refrão e o primeiro estribilho
Te dei cada sinal do teu temperamento
Te dei matéria-prima para o teu tutano
E mesmo essa ambição que, neste momento
se volta contra mim, eu te dei, por engano
Fui eu, Jasão, você não se encontrou na rua
Você andava tonto quando eu te encontrei
Fabriquei energia que não era tua
pra iluminar uma estrada que eu te apontei
E foi assim, enfim, que eu vi nascer do nada
uma alma asiosa, faminta, buliçosa,
uma alma de homem. Enquanto eu, enciumada
dessa explosão, ao mesmo tempo, eu vaidosa,
orgulhosa de ti, Jasão, era feliz,
eu era feliz, Jasão, feliz e iludida,
porque o que eu não imaginava, quando fiz
dos meus dez anos a mais uma sobre-vida
pra completar a vida que você não tinha,
é que eu estava desperdiçando o meu alento,
estava vestindo um boneco de farinha
assim que bateu o primeiro pé-de-vento,
assim que despontou um segundo horizonte,
lá se foi meu homem-orgulho, minha obra
completa, lá se foi pro acervo de Creonte...
Certo, o que eu não tenho, Creonte tem que de sobra
Prestígio, posição... Teu samba vai tocar
em tudo quanto é programa. Tenho certeza
que a gota d'água não vai parar de pingar
de boca em boca... Em troca pela gentileza
vais engolir a filha, aquela mosca-morta
como engoliu meus dez anos. Esse é o teu preço,
dez anos. Até que apareça uma outra porta
que te leve direto pro inferno. Conheço
a vida rapaz. Só de ambição, sem amor,
tua alma vai ficar torta, desgrenhada,
aleijada, pestilenta... Aproveitador!
Aproveitador!

--
Fala extraída, inicialmente, do livro Teoria Semiótica do Texto, de Diana Luz Passos de Barros. Como lá só havia esse pedaço para análise, procurei a peça completa e encontrei-a no Projeto Democratização da Leitura, uma grande biblioteca virtual gratuita, como toda informação deveria ser... Ela tá disponível no índice de links ao lado.
Ah, deixarei disponível para baixar aqui também, pra vocês que tem paciência de ler no pc quando não tem jeito feito eu, curtirem também!!
Para baixar (download) a peça, clique aqui.

Ps.: Agradecimentos à minha quase-goiabinha favorita Charlene, rsrs. Sempre foi muito incientivado por ela que o Chico entrasse no meu acervo, mas eu não dei muita bola. Bem feito pra mim, perdi tempo ^^

Aloha!!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Ócio

"Durmo e acordo sem me mexer. Minha cabeça tem um zumbido estranho. Meu coração não pára de doer. Estou morrendo."
"Calma, a morte ainda não o alcançou, você só está ocioso."
"Ocioso!? Seu médico xinfim! Profissionalzinho de araque. Filadaputa!!! Como eu pago uma consulta cara dessas pra você, seu bunda suja, me dizer que eu tô ocioso!? Eu trabalho naquele escritório seboso todo dia, me torturo pra pagar as contas do mês, e você me diz que eu tô ocioso... Diz pra mim onde cê comprou seu diploma, que eu quero um pra mim também."
"O senhor faz alguma atividade física prazerosa?"
"Não tenho tempo pra isso..."
"O senhor escreve? Exercita a sua criatividade?"
"Meu primeiro exercício criativo foi achar que o senhor ia me ajudar com o meu problema, doutor..."
"Vou lhe indicar um psicossomático leve e te dar o numero de um psicologo amigo meu."
"Qual é!? Virei maluco foi? Caralho, agora que eu vou virar médico mesmo."
"Senhor, de acordo com meu diagnostico visual, o seu problema é psicológico."

(...)

É chato quando alguém te interrompe quando você está escrevendo né!? Quem escreve sabe... Demora horas, dias, semanas (no meu caso) pra você chegar num ponto inspirado, e quando você o atinge, chega o cara que vai instalar a linha telefonica, ou o telefone toca, ou você fica com vontade de ir no banheiro... Isso quebra a criatividade. E eu preciso escrever. Se eu quiser ser um escritor e ganhar para fazê-lo, eu preciso escrever. E, infelizmente, eu não tô conseguindo.
Fiz um livro. Foi bom, tive de fazer mais tiragens. Me encomendaram outro. Fiz. "Superou expectativas", dizia a crítica. Agora tô empacado no terceiro. Aqui, com toda a facilidade do mundo, alcool e nicotina a mão, não sai nada que valha a pena. Mas também, nesse mundo de merda, quem é que vai ler o que eu tô afim de escrever!? Eu quero falar do jeito que todo mundo vai morrer daqui a 50 anos, do jeito que a Terra vai cagar a gente e como a gente vai descer ladrina abaixo no espaço sideral! Mas quem quer saber de morte!? Todo mundo só quer saber de vida, a linda vida que aparece nas telenovelas: típicas de quadrados semióticos.
Na verdade, quem inventou o quadrado semiótico (acho que foi o Greimas) é um belo de um filadaputa. É verdade, só pra facilitar a vida desses escritoreszinhos de merda, que colocam amor e ódio em cada ponta do quadrado e nem se importam com o enredo. Se for para escolher odiar alguma coisa, eu escolheria a novela. Depois escolheria os que assistem a novelas. Depois os que as escrevem. Na verdade, eu até entendo os pobres dos caras que as escrevem, afinal, eu sou como um deles. Aposto que eles começaram como eu, cheios de esperanças e sonhos, querendo levar informação para o mundo. Mas o ser humano é bicho burro retado...
O trecho do livro que eu tô tentando escrever tá aí em cima. Aconteceu mesmo. Eu fui no médico, mas não o xinguei. Sou um cara polite, mas que deu vontade deu. Depois é que eu descobri que ociosidade é uma doença séria pra um cara que vive da criatividade. Ai eu fico assim, falando sozinho... Coisa de maluco.

(Ele senta em frente ao computador com um copo de conhaque na mão e um chiclete de nicotina entre os dedos. Olha pra tela. Bebe o líquido do copo dramaticamente e manda o mundo se foder.
-Foda-se o mundo!!
Coloca mais conhaque no copo, joga o chiclete sem mascar no lixo, pega um cigarro na gaveta, acende, dá uma tragada-suspiro histórica e vai assistir tv no sofá, onde acaba dormindo.)
--
Ps.: a coisa do cara da linha telefônica aconteceu mesmo. O resto não, rs...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O início de uma graduação feliz...


***
Calouros 2009.1!!!!

Aleluia!!!!

Que venham os próximos, rsrsrs...

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Galera da UCSal - 2008.1 + 2009.1... Aiai... Mais três anos pela frente!!!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Questão de justiça...


Apertar o botão de "ajuda" no Paciência Spider é trapacear?
Digo isso porque lá em casa estamos fazendo um "Campeonato de Paciência Spider", e quando pensamos na ajuda do jogo por esse ângulo, pareceu que é trapaça...
--
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Enfim... Meu ano começou ótimo, obrigada...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Pensamentos soltos_2009

É isso ai!!!

Bom 2009 pros povos e povas... Tô desejando antecipado porque não sei se volto aqui até o proximo ano chegar...

Só quero deixar claro que ano que vem eu prometo postar mais... A não ser que eu deixe a vida fácil que tô levando...

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Ps.: A dieta da cenoura funcionou. Fui pra praia domingo e fiquei beeeeem preta!!!

Ps¹.: Passei direto na faculdade... Quem diria...

Ps².: Tô vendendo minha guitarra por R$ 150,00. É triste desistir da música...

Ps³.: Descubri muitas coisas úteis esse ano... Mas sobre isso eu falarei ano que vem.

Aloha!!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Pensamentos soltos...

Eu gosto de ser ingênua. Gosto de ser ingênua e confiar nas pessoas. Imagina a tristeza de viver desconfiado, achando que todos querem te apunhalar ou que a qualquer momento você pode ser traído pelo seu melhor amigo? Eu não quero viver assim. Eu quero ser ingênua, eu quero rir das coisas... Coisas que eu lembrei de repente, coisas que esqueci por acidente... Eu quero rir do nada. Eu quero ver o mundo. Eu quero sentir a textura das coisas, o aroma, o sabor... Eu quero viver feliz, como eu sempre fiz. As vezes o mundo me dá pistas que eu devo amadurecer, mas eu fico surda pra ele. Eu não quero mudar nunca, eu não quero crescer nunca, eu quero viver essa fantasia até que ela fique gasta e eu tenha que fantasiar outra coisa. Eu não quero ser uma adulta fria, séria e frígida. Eu quero ser o que eu for, quero viver o que tiver que viver, quero ter idéias idiotas e ter coragem de contar pros meus amigos, eu quero escrever fora do tema, usar muitas vírgulas e muitos pontos e esquecer de alguns acentos. Eu quero chorar todo semestre por problemas que eu não entendo, que são complicados demais pra minha faixa etária, ou coisas simples que as pessoas insistem em complicar.
Eu quero ser eu, mundo! Só me deixe ser eu mesma...

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Desabafo. É a ultima vez que faço meu blog de diário...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Acasos

Tinha aquela garota, que trabalhava no banco. Olhava para ela e meu interior sorria. Enquanto ela batia carimbos e preenchia fichas eu a olhava. Olhava sem jeito como ela colocava o cabelo para trás da orelha, ou como ela fazia biquinho quando algo dava errado.
Ah, como eu olhava aquela mulher...
Eu olhava e ela não me dava bola. Mas como poderia? Ela era tão linda, esbelta, loura, ia trabalhar todo dia de carro, e tinha um jeito legal de olhar as coisas. Sabe quando você olha pra alguma coisa e vê outra coisa? Era assim que a Camila olhava para as nuvens, para as árvores, para os clientes, para o vento...
Ah, como ela olhava o vento e como eu a olhava...
Não que eu olhasse como os outros olhavam, eu olhava diferente, eu olhava e não deixava ela notar feeling algum que passava por mim. Na verdade, ela nem gostava muito de mim, ela dizia que eu não lhe fazia o tipo. É verdade, ela só andava com rapazes brancos, louros, e que tinham carro como ela. Ela não parecia ser acessível. Ela estava num pedestal. Eu achava que jamais conseguiria alcança-la.
Hoje em dia ela diz que eu fui o primeiro em tudo: o primeiro homem, o primeiro moreno, o primeiro fodido... Hoje nós temos filhos, somos felizes, a vida é boa... Hoje ela é mais sensível que ontem, ela deixou de dirigir e a mãe dela mora conosco, mas a vida é boa... Hoje nossa filha tem problemas, ela tem problemas, eu tenho problemas, mas, ainda assim, a vida é boa.
A vida é boa porque, enquanto eu e ela trabalhavamos naquele banco infeliz não imaginariamos que nossas vidas se cruzariam desse jeito por um feliz acaso, e que ela fosse, definitivamente, a banda da minha laranja...
Eu, o primeiro dela em tudo: primeiro homem, primeiro moreno, primeiro fodido...

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Homenagem (mesmo que ela não saiba ainda) a Regi!! Amo aquela mulher, rsrs...

domingo, 23 de novembro de 2008

Dieta da cenoura - parte 3.

A secretária de minha tia, a Regina, disse que meu pé tá ficando laranja... Me mandou parar de comer cenoura... Aiai...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Pensamentos soltos...

Paguei R$ 12,00 para ser furada.

Certas coisas deviam ser de graça... ^^

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Dieta da cenoura - parte 2.

Uma amiga de uma amiga comeu muita cenoura e acabou ficando preta. Será que eu vou ficar preta!? Essa minha amiga disse que não é um preto "preto", é um preto fosco. Como eu não tenho uma cor definida, decidi parar de comer duas cenouras por dia. Só como uma. Até porque eu já engordei 2 quilos de outubro pra cá. Deve ser por conta da cenoura.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Dieta da cenoura


Eu como duas cenouras por dia. Será que faz mal?

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Pensamentos soltos

Eu to aqui, vazio. Oco. Parado. Às vezes acho que o mundo me acompanha, mas eu sei que não posso ser tão ingênuo assim. O mundo é nefasto e me ignora enquanto eu to aqui parado. Sentado, vegetando. Eu sei, eu podia ter feito coisas grandiosas, eu sei que o mundo poderia se beneficiar do meu intelecto, eu sei de tudo isso. Mas porque eu iria beneficiar algo que me é totalmente alheio? Eu não controlo o mundo. Eu não vejo o mundo e o mundo não me vê. Eu penso coisas e eu acho coisas, coisas que as pessoas “normais” dizem que não existem por conveniência. Simplesmente por saber que tem certas coisas que nós não podemos explicar. Porque, quando se assume que o ser humano é tolo e o mundo é tolo e eu sou tolo, as coisas perdem força. Afinal, a verdade é que as pessoas nascem de acordo com as normas, quase nunca tentam algo novo. E se tentam, não se iludam, é algo velho que foi modificado só pra suprir a necessidade humana de mudança. As coisas realmente novas são avaliadas pelos “juizes” da nossa querida sociedade de consumo. Se, e somente se for algo vendável eles deixam passar, mas se for algo complexo demais para as massas, eles repudiam e nos trancam em quartos escuros. Vazios, ocos e parados. E nós entramos em estado vegetativo, e tentamos nos adequar sem sucesso ao imenso conglomerado que é a cultura de massa. E ficamos esperando o mundo nos levar. Mas o mundo, para pessoas como eu, é como um mar calmo, sem brisa nem correnteza... eu fico lá, sentado numa canoa no meio do nada, esperando chegar numa margem qualquer.

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Inspirado num senhor que costuma conversar com as pessoas que esperam ônibus do lado dele...